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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Impensavel

Acordando, ela pensa no que já não vale a pena. Quando se desloca, em cada passo, em cada batimento do seu pé sobre a terra nunca antes pisada ela pensa em algo q nunca tinha pensado, surgem lhe assim pensamentos sobre os quais é emergida uma terrivel vontade de desaparecer... nesse sentido, antes de qualquer cruzar de bracos..ela entrega-se e acaba por morrer.
E tu? disses-te-lhe o q havia por dizer?

sinto-me:
publicado por estrelinha-cadente às 10:55
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Rodizio de Palavaras

 

 

São muitas as palavras, que nunca serão prenuciadas por ela... Ela engole sentimentos, e acumula sensações, esquece-se permanentemente de definir as coisas, um dia quando quiser dizer algo cujo nunca mencionou não sabera unir as letras e formar a palavra que nunca falou... Ficará presa num vazio obscuro. Ficará distante de tudo o que a rodeia, isto porque ela hesitou.

sinto-me:
publicado por estrelinha-cadente às 10:04
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

:)

"Rotação"

nos teus olhos que o mundo inteiro cabe,
mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti;
e se outras voltas me fazem ver nos teus
os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas
porque esse breve olhar nos fez imaginar que
só nós é que o fazemos andar."

Nuno Júdice, In Pedro Lembrando Inês

 

Demasiado importante para deixar de REpublicar...

sinto-me:
publicado por estrelinha-cadente às 22:55
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Avó, mãe da minha vida.

Disseram-me que ela tinha morrido e eu acreditei. Disse a toda a gente que ela tinha morrido e menti. Quem morreu fui eu e ela continua viva aqui dentro de mim, imortal em tudo o que faço e sustentada por tudo o que penso.

Disseram-me que ela tinha sido morta por uma doença que ninguem sabia o nome e eu acreditei. Mas afinal a morta fui eu com essa notícia que me chegava fria e incolor naquela tarde cinzenta e feia na qual, eu emprestei as minhas lágrimas geladas à chuva, que teimava em cair e que me lavava a alma, e ficara limpa e vazia a partir do momento em que não mais me levantei para continuar a ser eu.

Hoje em cada pedaço meu vive o sorriso dela. Em cada gesto meu mora o olhar dela. Em cada hora apertada bate o coração dela… Quando choro são as lágrimas dela que rolam pela minha pele. Quando falo são as palavras dela que se escapam do meu silêncio dramatizado pelo tempo. Quando durmo é ela que habita tudo o que sonho.As minhas mãos são o reflexo do toque das dela. O meu olhar acolhe a mesma luz que era só dos olhos dela. Eu e ela éramos um só ser. Eu sou apenas uma metade e esta metade que sobra é ela… E sem ela apaguei-me e apagaram-se todas as luzes que me mostravam um mundo a cores e não um mundo a preto e branco como ele agora é.

Disseram-me que a vida continuava. Disseram-me que esta é a lei da vida. Disseram-me… Disseram-me! Mas ninguém quis ouvir o que eu tinha para dizer. Ninguém quer ouvir o que eu tenho cá dentro aprisionado desde aquela tarde fria e chuvosa em que me disseram que ela foi levada. Disseram-me que sentiam muito. Disseram-me que com o tempo esta dor aguda e inconstante passava. Mentiram-me… A dor não passa e ninguém sentiu e sente mais do que eu… E sabem porquê? Porque eu era ela… E porque ela sou eu.

Ela morreu e eu fiquei aqui. O tempo passa e eu finjo viver… Porque é ela quem vive por mim. Ela foi morta e eu fiquei parada no tempo e perdida naquela tarde. A doença levou-a, mas a dor achou-me abandonada e deitou-se nas penas da minha existência como se de uma almofada branca se tratasse. Ela meteu os dedos no meu sangue e pintou-me um coração novo no lugar de um que já não batia, e agora este só bate porque é ela quem mo ordena. Ela soprou uma alma nova dentro deste corpo que se arrasta pelos dias e se encosta pelos anos porque eu lhe prometi que ia ser feliz… Eu não sou senão o que restou dela… E se os meus dias dependessem da contagem dos mesmos pelos meus dedos, eu partiria um a um para não ter de avançar mais um dia com aquela tarde que vive entranhada na minha cabeça e serve de peso morto nas minhas costas… E se cada dia dependesse do piscar dos meus olhos eu não mais os abriria para não ter de rever aquela tarde da qual ainda sinto o cheiro e os pingos de chuva certeiros na cara.

Disseram-me que ela morreu feliz. Mas eu vivo triste porque não sei viver sem ela… Como tal é ela quem vive por mim… Como tal esta que vês não sou eu… Esta é apenas o meu reflexo comandado pela minha avó, que me guia entre caminhos que nunca quis ver e me afasta de encruzilhadas que não sei que existem. Ela é que voa e me puxa aqui do fundo, de volta para a vida, e me mostra que afinal o meu caminho segue em frente e me proíbe de olhar para trás, para aquela tarde… Mas ela sou eu e eu quase não consigo deixar de acordar no meio da chuva e de pensar que quem morreu fui eu e não ela… Vivo por ela e com ela dentro de cada poro da minha pele, misturada com a o sangue que insiste em me correr nas veias… Ela vive e dança ao som da música do meu coração que bate, bate, bate e bate porque sei que ela sou eu… E se eu sou ela não posso desistir e deixar que a existência dela se apague da mente de todos que um dia choraram a sua morte… E porque ela sou eu e somos apenas um desde que nos conhecemos, não deixarei que ela caia num poço de esquecimento e que se afogue nas lágrimas secas de quem já não me pergunta por ela, mas que eu respondo na mesma dizendo que
eu vivo por ela.

sinto-me:
publicado por estrelinha-cadente às 00:57
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Sonhos

Um dia ela amou. Voou até ao céu e não voltou. Sonhou com futuros cinematográficos. Viveu num mundo paralelo. Acreditou na vida e quis ficar fechada com ele, para sempre, num quarto sem saída.

Um dia ele saiu... do quarto, do seu coração e da sua vida. Enviou-a de volta para a terra, sem sonhos e sem futuros ficcionados. Plantou-lhe dúvidas sobre o amor e a vida... E ela quis ficar fechada, sozinha, para sempre, num quarto sem saída.

Um dia ela voltará a amar. Voltará a sonhar. Voltará a acreditar que o céu é uma tela e que o futuro é dela. Vai reaprender a acreditar na vida e vai encontrar a saída...

sinto-me:
publicado por estrelinha-cadente às 00:44
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